O vegetarianismo é um hábito alimentar que tem como base a nutrição por meio de fontes vegetais e que vem gerando cada vez mais adeptos em todo o mundo. Esse número crescente é acompanhado de diversas razões, entre elas, a saúde, a ecologia e, principalmente, a relação da dieta com a defesa dos Direitos Animais.
A carne que se come diariariamente pode ser atrativa organolepticamente, no entanto, inúmeras são as pesquisas que apontam distintos tipos de problemas do hábito inadequado de consumo, como, por exemplo, o risco altíssimo de problemas cardíacos, devido à grande quantidade de gorduras saturadas presentes (que se acumulam nas paredes das artérias, evitando que suas funções normais de transporte sejam bloqueadas), depressão, colesterol alto, cânceres, gota, além de inúmeros tipos de Doenças Transimitidas Por alimentos contaminados (DTA), às quais a carne é bastante vulnerável.
Entre as razões para se aderir à dieta vegetariana – além da saúde – está a ecologia. Cerca de 80% das áreas cultiváveis são usadas para a criação de animais. Em 1 hectare de terra podem ser plantados 22.500 kg de batatas e apenas 185 kg de carne bovina; Eis alguns fatores advindos da pecuária que interferem na estabilidade do planeta: Desperdiça-se água: são necessários de 20 a 30 mil litros de água para produzir 1 kg de carne. Para a mesma quantia de trigo, é preciso apenas 150 litros de água; estimula-se o desmatamento: a criação de animais de corte é responsável por 90% do desmatamento de florestas tropicais. Para cada hambúrguer de carne bovina, são necessários 50 m quadrados de área de floresta; Polui-se a água: somente os animais criados para o consumo nos Estados Unidos produzem uma quantidade de excrementos 130 vezes maior do que a de toda a população mundial. Uma criação de porcos média produz tantos excrementos quanto uma cidade com 12 mil habitantes; desperdiça-se energia: nos EUA, mais de um terço de todas as matérias-primas e dos combustíveis fósseis são usados na criação de animais para consumo humano. A produção de um único hambúrguer consome a mesma quantidade de combustível fóssil que um carro popular em um percurso de 32 km. – Afixado no mural do TJMG – Fonte: O Tempo – 27.11.06
E, acima de tudo, no vegetarianismo, encontra-se uma maneira de se comer bem sem utilizar-se do sofrimento de um ser senciente, que, assim como nós, animais humanos, são capazes de sentir dor, medo, tristeza, alegria…
É preciso refletir: Qual o futuro que se quer para si, para o planeta? Qual o presente que se quer? Inocentes devem ser explorados e mortos para que desejos fúteis nossos sejam conservados e realizados?
A seguir, uma reflexão do grande filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau, vegetariano:
“Os animais que você come não são aqueles que devoram outros, você não come as bestas carnívoras, você as toma como padrão. Você só sente fome pelas criaturas doces e gentis que não ferem ninguém, que o seguem, o servem, e que são devoradas por você como recompensa de seus serviços.”
(Jean Jacques Rousseau)

