Era um domingo, dia 10 de janeiro do ano de 1960.
O palco era o Estádio Municipal do Pacaembú.
Em campo, os dois maiores times de futebol da época: Sociedade Esportiva Palmeiras e Santos Futebol Clube. O objetivo era o Título de Supercampeão Paulista do ano de 1959.
Acontecia o terceiro jogo, uma vez que nos dois anteriores aconteceram 2 empates: 1X1 no primeiro e 2X2 no segundo jogo.
Os times jogaram assim:
PALMEIRAS: Valdir de Moraes; Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar e Geraldo Scotto; Zequinha e Chinesinho; Julinho Botelho, Américo Murolo, Romeiro e Nardo. Técnico: Osvaldo Brandão
SANTOS: Laércio; Urubatão, Getúlio e Dalmo; Formiga e Zito; Dorval, Jair Rosa Pinto, Pagão, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
No final dos 90 minutos o Palmeiras saiu vencedor e com o título de Supercampeão Paulista, com gols de Julinho Botelho e Romeiro para o Palmeiras, enquanto Pelé anotou para o Santos.
O Árbitro foi Anacleto Pietrobon.
Mas…, tinha a nossa história.
Esse que ora vos escreve, era um menino pobre, como a maioria dos meninos da época de um País muito pobre chamado Brasil. Sim, era o Brasil da década de 1950-1960.
Com 12 anos e os pés no chão, usando “calças curtas”, que hoje é conhecida como bermuda ou short.
Com uma “bola de meia” disputando “rebatida” na calçada com um corinthiano fanático de nome Paulinho que tinha o sonho de jogar no Corinthians, a quem nunca mais vimos, tão pouco, ouvimos falar.
A casa era um galpão com uma máquina de cortar canas para animais, de onde tirávamos o sustento.
O inseparável amigo, o “radinho de pilhas”, estava pendurado na parede e transmitia o jogo sintonizado na Radio Bandeirantes, a narração era de Fiori Gigliote, que assim descrevia os gols: …vai cruzar, cruzou, é fogo, chutou, é goooooooool! O moço que veio de Três corações é fogo torcida brasileira. E ao final disse mais ou menos assim:
Fecham-se as cortinas e termina o espetáculo. O Palmeiras é Super Campeão Paulista de 1959.
Aquele menino chorou de tristeza!
E até hoje sente nos emocionamos quando lembramos desse dia de tristeza, mas que virou alegria, pois naquele dia nasceu um novo torcedor do Santos Futebol Clube, que até hoje permanece fiel ao clube da baixada Santista. Ao final, nossas histórias se confundem, embora eu permaneça no anonimato.
Foram 52 anos de alegrias e de algumas tristezas, mas acima de tudo de fidelidade.
PARABÉNS ao Santos Futebol Clube, a maior glória do futebol brasileiro.
Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Paulista_de_Futebol_de_1959



Romulo Akitomi
abr 16. 2012
Grande Antonio, escreveu um artigo de pura história!
É um felizardo em ter visto o maior time de todos os tempos
Um grande abraço
Antonio Angelo
abr 17. 2012
Bom dia.
Esse foi um dos grandes prêmios que a vida me deu.
Obrigado pelo comentário.
Forte abraço.
Antonio Angelo.