Tenho a impressão de que vocês responderão – “não”.
Uma pessoa sã fisicamente e mentalmente dificilmente conseguirá dormir tanto.
Então eu pergunto: passando pela região do Mercado Municipal de São Paulo ou também embaixo do “minhocão”, podemos encontrar dezenas de pessoas, durante o dia, enrolados em, “aparentemente cobertores”, dormindo o tempo todo: e o que eles fazem durante a noite? Será que também dormem?
Acredito que essas pessoas não estão bem nem fisicamente nem psicologicamente. Em outras palavras, deveriam ser consideradas “incapazes” juridicamente. Incapazes para decidir sobre suas próprias vidas. Isto autorizaria o estado a cuidar deles sem a necessidade de consultá-los. Daria o direito de encaminhá-los, compulsoriamente, a órgãos que teriam obrigação de cuidar da saúde física e mental no sentido de recuperá-los para a vida, uma vez que, para mim, já estão praticamente mortos. E a situação é muito deprimente, ver tanta gente, “enfeiando” (fica bem melhor que a palavra “enfeando”) a cidade e causando pena e repulsa a todos nós que, infelizmente nada podemos fazer.
Às vezes esses infelizes dormem em nossas portas, em portas de alguns estabelecimentos comerciais e outros locais impróprios. Isso prejudica sobremaneira o nosso bem estar e afasta a clientela do estabelecimento. Como não temos recurso para cuidar deles, essa triste presença só nos faz mal, nos revolta e faz sentirmos uma mal estar estomacal. Penso que o poder público não deveria permitir essa presença inóspita. Deveria recolher esses infelizes e encaminhá-los para locais que realmente pudesse cuidar da recuperação deles.
Vamos esperar que isso aconteça.


Dirce Garcia Fontes
fev 08. 2012
Waltes, gostei muito do seu artigo. Gostaria de participar desse coro, pedindo as nossas autoridades que cuidassem desses infelizes. Eles não estão nessa situação porque escolheram e sim porque foram levados a isso.
Muitas vezes pegamos certos caminhos sem volta e é isso que aconteceu com essas pessoas. Por isso sem a ajuda de pessoas competentes, jamais eles conseguirão sair do buraco em que eles se enfiaram.
Beijos Dirce
Waltes
fev 09. 2012
Muito bom, Dirce. Proteste junto comigo. Obrigado por dar sua opinião
ynes
fev 10. 2012
Waltes, a falta de esperança se instaura muito cedo por meio do degredo social.Um grande número de brasileiros , desde seu nascimento, vive numa situação de total despreso, falta-lhe o mínimo necessário para se manter vivo e na tentativa de conseguir algo, logo perdem a esperança, pois não possui nenhuma formação e em consequência nenhuma chance e, simplesmente estregam-se ao acaso, passam a vegetar sem nenhum interesse de sobreviver e, pior que isso, com o consentimento de nossas autoridades que nada fazem para mudar esse quadro miserável. Um abraço.