QUANDO AS MULHERERS VOLTAREM PARA CASA…

Nada contra as deliberações e conquistas femininas.

Nada contra a mentira das discriminações contra o sexo frágil; as falácias em relação a sua incapacidade inata de solucionar problemas; sua mentalidade limitada devido questões da sua própria fisiologia humana; seus rompantes de ódios e suas tensões…

Tudo só tem contribuído para que se perceba a cada minuto toda sua incomensurável generosidade e abnegação por tudo que tem vida, sendo elas mesmas a síntese de alguma coisa maravilhosa e universal que o mundo chamou de amor, para não dizer que foram elas próprias que conceberam tão impactante termo.
Enfrentamento e determinação quando a vida exige coragem e grandeza de alma: sempre fui e sou favorável a emancipação da mulher em todos os gêneros, números e graus. Até porque, a bem da verdade, isso nunca foi capaz de demonstrar ao longo do tempo, a menor coerência.

Os homens sim, esses foram e são realmente presas frágeis, aprisionados por movimentos circunstanciais e perturbadores, conjugados com sua própria essência máscula, porém fraca, efêmera e inconsistente… principalmente quando se trata de criar filhos.

Medir a grandeza do poder feminino é medir a própria existência humana.

Toda a sua imensa trajetória só nos deu a certeza que elas são as colunas mestras de sustentação da raça que sobreviveu a todas as intempéries por milhares de séculos, e mantiveram acesa a chama da vida inextinguível e intocável enaltecendo sempre a nossa existência per omnia secular seculorum….
Porém um dia desses, ao ver na televisão o sofrimento de uma mãe que fora obrigada a deixar seus filhos menores presos em casa para trabalhar, consternou-me o espírito.

Três crianças abandonadas à própria sorte e uma mãe desesperada…

Que sistema é este que não é capaz de garantir a manutenção de vidas inocentes, cuja progenitora é obrigada a abandoná-los para buscar o sustento?

Sim, mas onde andará o pai?

Muitos perguntarão: não é cabível a questão, diria eu humildemente, pois a maternidade é inerente a mãe.

Ela exige acompanhamento passo a passo; a criatura é parte integrante de seu eu materno, não vive sem sua presença, ou sem sentir o cheio da proximidade do seu alimento precioso.

É assim biologicamente e não há meios termos nem exageros.

Não temos o privilegio de sermos diferentes dos animais irracionais.

Filho é continuidade, filho requer proteção e acompanhamento constantes.

Ainda vislumbro num futuro não muito distante o seguinte questionamento: Vai ser mãe?

Então se prepare: o Estado terá que assumir a co-responsabilidade da criação de seu filho, e para tanto, dará assistência para o seu futuro e para o bem de toda a sociedade.

Não mais terceiros darão conta da educação de seus filhos.

Todas as regras e todas as disciplinas deverão ser naturalmente respeitadas e praticadas.

É a educação essencial para o convívio social. “Homem algum é uma ilha” Dizia o filosofo Sócrates, então fomos criados para o social.

Num futuro não muito distante haverá o retorno da mulher ao lar: isso não é condição inalienável.

Analisando períodos do inicio do século passado e comparando como os dias atuais se verifica que as mulheres sempre desempenharam um papel fundamental na sociedade.

Os sistemas econômicos continuamente buscaram a contrapartida feminina, porém por fatores preconceituosos deixaram-na sempre em segundo plano.

Dados estatísticos comprovam tal assertiva..

Atualmente, o grande desenvolvimento tecnológico e comercial tem um viés marcante em relação a absorção da participação feminina no mundo.

O mercado de trabalho prescinde da sua presença. Contraditoriamente, a mulher sempre lutou por sua emancipação porque sempre foi discriminada.

Sempre foi sexo frágil; a pessoa franzina que não tem disposição para nada e está sempre atordoada com seus problemas pessoais intrínsecos a sua condição de mulher, mas de indispensável presença no meio produtivo.

As sociedades machistas do nosso tempo sempre buscaram o contrapé da fraqueza feminina para justificar seu afastamento obrigatório dos meios de produção, porque é muito mais fácil mantê-la dentro de casa do que admiti-la como concorrente.

Mas virá o tempo que os próprios governos assumirão o ônus do retorno de sua presença dentro do lar. É lá o seu lugar definitivo. E terá que ser bem remunerada por isso.
É lógico que a mulher sempre foi e será superior ao homem em pontos evidentes que passam por sua compleição física até seu poder de resistência aos percalços e infortúnios do cotidiano.

Com a ausência da mulher no seio da família vem ocorrendo distúrbios de grande repercussão pois a sua falta dentro de casa ocasionou e sempre acarretará milhares de desencontros e descontroles.

Senão vejamos:

É de praxe entre os casais que o marido saia em busca do sustento, enquanto a mulher busca a educação dos filhos se os tiver, e o equilíbrio dos gastos na manutenção de dentro de casa.

Porem se invertermos esta lógica assim ficaria: para buscar o alimento de sua família a mulher deixa as determinações do lar ao encargo do marido devido sua habilidade, paciência e compreensão na educação dos filhos, e parte célere para mais uma jornada de trabalho fora de casa. (Pode-se adaptar esse postulado a uma profissional do lar (domestica) que até cumprirá suas tarefas a contento, porem, em nada poderá decidir…

Eis a grande questão!

A capacidade de equacionar, controlar e coordenar filhos e despesas é tarefa muito bem desempenhada pela mulher. E lógico que as complicações se iniciam quando ocorre a questão da assistência maior: a gravidez.

E aí surge o grande dilema: como trazer a mulher para dentro de casa definitivamente?

Alguns países da Europa adotam um regime de total apoio a maternidade no sentido de suprir a mulher de todas as prerrogativas assistenciais para que ela possa se dedicar integralmente aos seus filhos.

E claro que não se deve ser contra a mulher competir no mercado de trabalho, mas certamente ela, após constatação de sua gravidez, deverá ficar a mercê do Estado.

Sua função materna prescinde a qualquer outra necessidade.

Ela terá total apoio do estado e ficará a disposição exclusiva de sua família e de seus filhos até a idade escolar ou a até a puberdade.

Contanto que fosse condição sine qua non a sua presença efetiva no acompanhamento físico, mental, intelectual e comportamental dos filhos os quais gerou. Assim pode se concluir que as responsabilidades de dentro de casa são as mesmas responsabilidades no seio da sociedade através do Estado, pois é ele quem agora exige.

Pode ser que esteja enganado, pode ser que o que escrevi seja apenas uma retórica interminável cheia de subterfúgios para justificar o injustificável, o livre arbítrio ainda é inalienável, porem, acreditem, não haverá saída para essa nossa sociedade violenta e corrompida, onde milhares e milhares de jovens são colocados a todo instante no convívio social, se dentro deles paira a bestialidade e o desespero acarretados pela falta do conselho certo e enérgico; da ajuda e da compreensão coerentes e do aconchego do colo materno na hora da necessidade.

    

jose eudes de carvalho
Meu nome é Jose Eudes de Carvalho, vivo no Rio de Janeiro, e estou me apresentando para compartilhar com voces minhas experiências de vida e opiniões sobre os mais variados e interessantes assuntos. Tenho 57 anos e admiro literatura e arte. Livros publicados: Sobretudo Poesia e Quotidiano de Retratos. (Ed. Allprint) www.letaboa.webnode.pt

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2 Responses to “QUANDO AS MULHERERS VOLTAREM PARA CASA…”

  1. felipe sencades

    felipe sencades

    mar 27. 2011

    muito coerente tua idéia, realmente…

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  2. Anamaria Machado

    abr 04. 2011

    artigo muito expressivo de alguem que sabe das coisas…

    Reply to this comment

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