Qualidade do Futebol Brasileiro

Assistindo pela Globo o Fla-Flu, no show do intervalo especial Alex Escobar entrevistou Paulo César Cajú, que disse, que ele e um casal de amigos franceses estavam decepcionados com a qualidade do futebol apresentado pelas equipes no primeiro tempo.

Galvão Bueno não gostou e falou que esse casal de amigos franceses ficam lá sofrendo com o fraco campeonato Francês. Se o campeonato da França é fraco eu não sei, pois não acompanho. Da Europa costuma ver o Campeonato Inglês, Italiano e algumas vezes o Espanhol.

Voltando ao nosso futebol, semana passada tivemos o Corinthians vencendo a Taça Santander Libertadores em cima do Boca Juniors, e também recebemos a notícia de que pela primeira vez a Seleção Brasileira não figura entre as 10 primeiras no ranking da FIFA. Ficamos com a 11ª posição.

Analisando o Fla-Flu de ontem, o que se viu foi um Flamengo que ficou com a posse de bola boa parte do jogo, porém não sabia o que fazer com ela. Vimos um Fluminense armado para jogar nos contra-ataques na esperança que Deco colocasse Fred na cara do Gol.

O Fluminense venceu o jogo por 1×0 gol de Fred em passe de Thiago Neves.

Vi na quarta-feira um Corinthians que se defende muito bem e jogou nos contra-ataques puxados por Emerson Sheik, um time onde todos marcam e participam da partida, parecido com o Chelsea na Liga dos Campeões. Como será esse duelo em dezembro caso venha mesmo a acontecer?

O que tenho visto nesse campeonato Brasileiro é a falta de jogadores inteligentes no meio campo, aquele jogador que dá o último passe, que realiza lançamentos precisos, inversões de jogadas como vemos na Espanha e principalmente no Barcelona.

Tirando jogadores veteranos como Deco, Ronaldinho (mesmo não jogando o que sabe), alguns estrangeiros como Montillo, D’Alessandro e agora, Seedorf e Forlan recém chegados, tem esse tipo de característica.

Espero que com a vinda desses jogadores, possamos ver que precisamos mudar a filosofia das divisões de base para ter novamente este tipo de jogador, e não apenas jogadores rápidos e fortes com visão quase zero de jogo.

Veremos também agora nesse mês, como se comportará a seleção olímpica nacional, formada por 18 jogadores sendo 3 deles maiores de 23 anos. É um bom grupo. Praticamente a base da nossa seleção principal, a esperança de dias melhores para a Seleção Brasileira e também nossos campeonatos nacionais.

    

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