A natureza colaborou e o dia amanheceu lindo.
Logo cedinho, os raios do sol penetraram pelas frestas das janelas, tal qual a música “Barracão de zinco, sem telhado…”, e o brasileiro saiu de casa para cumprir sua obrigação de votar, aliás, triste e inglória missão, eis que requer esforço descomunal e quase impossível de encontrar um só merecedor do nosso voto, é o mesmo que procurar uma agulha num palheiro.
Mas mesmo assim, la vai o eleitor rumo à cabine chamada de indevassável, coisa que, fisicamente, apenas fisicamente o é, porém ideologicamente, eu tenho lá minhas dúvidas, quando se trata de mundo virtual.
Nos dias de hoje a maioria vota por ser obrigação e não ter como dela fugir sem sofrer sanções, que dificultam ainda mais a vida, que ja é tão escorchada nos dias meses e anos atuais.
Se você não votar nem se justificar ficará impedido de praticar uma série de atos da sua vida civil, que certamente lhe trará prejuízos.
O curioso da história é que o político pode deixar de fazer tudo que prometeu durante a campanha e na lhe acontecerá.
Durante 60 dias fomos obrigados a suportar visitas indesejáveis em nossas casas, no chamado “corpo a corpo”, dos políticos, tivemos que mudar nossos hábitos de assistir televisão, porque o “horário político”, ou o “horário da mentira” é mais importante que tudo. Tivemos que suportar os frenéticos carros com sons estridentes, num total desrespeito à Lei e ao cidadão.
Quando pensávamos que tudo havia terminado, deparamos nesse dia da eleição, com um espetáculo deprimente: A poluição de nossas ruas e avenidas, num emporcalhamento total, demonstrando, que os políticos no afã de defender seus interesses, qual seja de ser eleito, embora vestido de carneirinho, perfumado, não passam de porcos, que estão de volta, e o pior: estão à solta, em mais de cinco mil municípios brasileiros.
Uma verdadeira lástima! Sem solução, porque os autores da lei legislam em causa própria e benefícios também.
Como a lei não muda, mudamos nós, mas de que forma?
Alguém tem a solução? Comente. Compartilhe.

