Quando estava na sexta série, a professora de português, indicava a cada bimestre um livro para ler, em seguida iria ser cobrado uma avaliação acerca do mesmo. Normalmente ela indicava três livros, lia as histórias e em seguida, por meio de votação a turma escolhia, qual seria adotado para a prova.
Em um bimestre, ela não deu opções. Disse que o livro seria Poliana. Comentou que esse livro, a ajudou a superar inúmeros problemas durante sua infância. Eu assim como boa parte da sala, achamos a história bem besta. Dizia que uma menina, pobre, aprendeu com seu pai um jogo, chamado de contente, e que assim aprendia a ver as coisas boas da vida.
Quando comecei a ler o livro, fiquei maravilhado. A mensagem passada pelo livro, me ajudou a superar inúmeros problemas. Tudo começou, quando Poliana, que esperava ganhar uma boneca de seu pai, recebe um par de muletas velhas. Como qualquer criança, ficou indignada, até seu pai lhe ensinar o tal jogo.
Ela disse para a filha, que ela sempre podia ver o lado bom das coisas. Nesse caso, ao ver as muletas, deveria ficar feliz, por não ter usa-lás. Certamente algúem que usa muletas durante anos, será a pessoa mais contente do mundo, quando passar a andar sem a mesma. Assim Poliana aprendeu a ver o lado bom de todas as coisas.
Seu pai vem a falecer, assim a doce menina, passa a morar com uma tinha rica em outra cidade. As pessoas ao seu redor, são amarguradas e revoltadas. Ela aos poucos com seu jogo do contente, transforma a vida da cidade inteira. Apesar de antigo, esse livro deveria fazer parte da leitura obrigatória de todas as escolas.
A mensagem passada é genial. Ainda mais para crianças, que estão moldando sua personalidade. Quando se aprende a ver o lado bom das coisas, nada te afeta ou desânima. Embora não seja uma tarefa fácil, é importante que passemos a praticar. Com certeza nossas vidas serão mais felizes e consequentemente, menos frustrante.

