Poesia do amor proverbial

Do amor

Há uma flor perfumada,que alegra o jardim do coração:

Sua raiz é profunda, é delicada, mas duradoura, como o açafrão lilás do Outono;

Solidão e pensamento são o orvalho de água da manha e tarde;

Memoria e ausência estima-a, como os sopros amenos do sul:

Seu sol é brilho de carinho, e floresce nas fronteiras da esperança;

Suas companheiras são flores delicadas, e seca o espinho ao lado.

Eu a vi brotando em beleza; senti a magia do seu sorriso;

A violeta alegrou-se embaixo, e a rosa abaixou-se e a beijou;

E eu pensei que algum querubim havia plantado uma flor do eden,

Como um pássaro que traz sementes estrangeiras, para que elas possam florescer gentilmente no solo.

Eu vi, e não perguntei o seu nome; Eu não sabia a linguagem era tão rica,

Embora todo coração de todo clima ache dentro de si o próprio eco.

E ainda o que direi eu? É um sórdido homem capaz de amar?

Algum sedutor o conhece? Pode um adúltero percebê-lo?

Ou aquele que busca mulheres estranhas, pode ele sentir sua pureza?

Ou aquele que frequentemente muda, pode ele saber sua verdade?

Ansiando por outro prazer, mas novamente destruindo a sua própria;

Casto, e olhando para Deus, como a Fonte de Ternura e Alegria;

Silencioso, mas profundo, como o Reno entre os rios;

Duradouro, e sabendo não mudar – anda com a verdade e sinceridade.

    

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