Do amor
Há uma flor perfumada,que alegra o jardim do coração:
Sua raiz é profunda, é delicada, mas duradoura, como o açafrão lilás do Outono;
Solidão e pensamento são o orvalho de água da manha e tarde;
Memoria e ausência estima-a, como os sopros amenos do sul:
Seu sol é brilho de carinho, e floresce nas fronteiras da esperança;
Suas companheiras são flores delicadas, e seca o espinho ao lado.
Eu a vi brotando em beleza; senti a magia do seu sorriso;
A violeta alegrou-se embaixo, e a rosa abaixou-se e a beijou;
E eu pensei que algum querubim havia plantado uma flor do eden,
Como um pássaro que traz sementes estrangeiras, para que elas possam florescer gentilmente no solo.
Eu vi, e não perguntei o seu nome; Eu não sabia a linguagem era tão rica,
Embora todo coração de todo clima ache dentro de si o próprio eco.
E ainda o que direi eu? É um sórdido homem capaz de amar?
Algum sedutor o conhece? Pode um adúltero percebê-lo?
Ou aquele que busca mulheres estranhas, pode ele sentir sua pureza?
Ou aquele que frequentemente muda, pode ele saber sua verdade?
Ansiando por outro prazer, mas novamente destruindo a sua própria;
Casto, e olhando para Deus, como a Fonte de Ternura e Alegria;
Silencioso, mas profundo, como o Reno entre os rios;
Duradouro, e sabendo não mudar – anda com a verdade e sinceridade.

