Vira e mexe ouvimos falar nos famosos julgamentos do STJD (superior tribunal de justiça desportiva) e das punições que ele oferece à jogadores e times do Brasileirão. Ele andava meio sumido no primeiro turno, mas voltou com tudo no segundo com apenas um objetivo: Atrapalhar o futebol!
Nesta sociedade em que o politicamente correto já toma conta de todos os meios e deixa as coisas cada vez mais chatas, eis que o STJD resolve descer de seu pedestal para ensinar o que pode e o que não pode em um campo de futebol, seja corrigindo atletas, clubes, torcidas e até os árbitros.
Não vejo problema em se utilizar de imagens para punir jogadores que foram violentos em um momento de desatenção do árbitro e passaram ilesos pelo jogo ou, até mesmo, os que foram expulsos terem suas atitudes julgadas e punidas com mais severidade, se este for o caso. O inaceitável é ver o STJD julgando lances que o árbitro viu e considerou normal, ou apenas puniu com o amarelo.
Se o árbitro, autoridade maior dentro de um campo de futebol, viu o lance na velocidade em que ele ocorreu e julgou que o atleta merecia apenas amarelo, ou uma repreensão verbal, por que diabos os senhores do Tribunal se sentem no direito de ver e rever o lance em câmera lenta, quantas vezes julgarem necessárias, e decidirem pela punição de um jogador (casos de Adryan e Ronaldinho são os mais recentes). Não há como julgar a intenção e a força aplicada apenas pela TV, eles não deveriam interferir neste ponto.
Esse recurso, o da punição por vídeo, já vem sendo utilizado a algum tempo no Brasil, mas coincidência, ou não, tem aumentado com a chagada das rodadas finais do campeonato mais importante de nosso país. Será que alguém estava achando que precisava aparecer um pouco mais? É o que parece.
Como se não bastasse as punições diferentes para crimes iguais, casos das perdas de mando de Cruzeiro, perdeu 6, e Palmeiras, que perdeu apenas 4, pelo mesmo “crime”, o STJD, agora resolveu acabar com o futebol brasileiro de vez.
A prova disso foi aceitar a denúncia para julgar uma possível simulação de Luis Fabiano em um jogo contra o Palmeiras. Concordo que o cai-cai de nossos atletas deva ser punido, mas se resolverem julgar, e punir (que não foi o caso, ainda bem), todo mundo que simula uma falta durante um jogo, em um mês faltarão jogadores disponíveis para entrar em campo.
Para acabar com o cai-cai existe uma maneira muito mais eficaz do que julgar, quem simula, em um tribunal cheio de engravatados. Basta que os juízes sejam instruídos a deixar o jogo correr mais, que punam com cartão as simulações clamorosas e que deixem que a partida siga seu curso natural como em todo mundo já ocorre.
Além disso, agora quem apresentar denúncia contra o Atlético-MG por uma faixa bem humorada que sua torcida levou ao estádio no confronto contra o Fluminense. Aí já é demais!
Pare STJD! Não estrague o que já não vai tão bem assim, não manche um campeonato tao disputado e se atentem aos julgamento de casos que lhe são pertinentes, como os de doping que assolam as mais diversas modalidades.

