A maior riqueza do ser humano é a paz de espírito. Esta paz, geralmente é confundida com a felicidade.
É frequente, ouvir-se:
Eu quero ser feliz!
Ora, esta fala não passa de óbvia. Alguém se acha feliz dentro do seu condicionamento mental, e para tal, haja poder, riqueza, alegria, vaidade, masoquismo, sadomasoquismo, sal e açúcar, pimenta e leite, amor e ódio etc.
O sentimento mórbido do assassino em série o faz feliz em sua mais profunda psicopatia.
A mente cauterizada deixa de sofrer pela insensatez de sua maldade.
Isto é fato. Mesmo que não se goste.
No universo da meditação profunda e verdadeira, existe o prazer em feitio de se encontrar unificado ao vácuo, ou ao nada. Quiçá, ao todo! O despojamento de todos e de tudo, e principalmente de si mesmo, eleva o espírito à paz inefável.
O grande sábio, Jesus o Cristo, exortando seus discípulos, lhes disse: “Apresentai-vos a mim vazios para que eu vos encha.” Aqui dá para se ter uma ideia de que a meditação como o Mestre o fez no deserto, realmente é se desvencilhar de tudo.
Sidarta Gautama, o Buda, em sua sabedoria extrassensorial muito meditou e, através de ensinos recebidos pelas energias cósmicas legou-nos grandes ensinamentos.
O mesmo se passou com o grande pacifista: Mahatma Gandi e tantos outros luminares da humanidade.
Esta é a verdadeira catarse revigoradora da paz de espírito no equilíbrio da vida.
Deve-se encontrar num local confortável, silencioso, com roupas leves, respirar com consciência, ou seja, prestar atenção na expiração e inspiração, calmamente conversar com o seu corpo físico para que permaneça relaxado.
Sentir a singeleza desta vida, sem analisar a própria existência, sem nenhuma interrogação e, sem criar qualquer ilusão, à maneira bem simplória, como rir à toa, sem o mínimo motivo. Ah… Estar-se-á aproximando do nirvana. Daí para frente passar-se-á a olhar ao próximo sem a menor intenção, sem preconceber, e sentir-se-á a vida-morte conjugada a esta existência. Entender-se-á de que cada ser é uma porção de energia cósmica a alimentar outras formas de energia, provando a si mesmo que se faz parte do todo universal.
Todos os sentimentos humanos são intrínsecos e impalpáveis, portanto, invisíveis. Na meditação pode-se dialogar com estes sentimentos, ajustando-os ao equilíbrio psicossomático.
- Isto, não é maravilhoso?
Seja feliz sem motivo para resgatar em paz o carma que se faz presente na vida humana.
Este é o preâmbulo do “Mundo Mágico da Meditação.”


Eduardo F F de Abreu
set 24. 2012
Resolvi ler o artigo pelo título, mas com menções de mestres como Buda e Gandhi (além de Cristo, é claro), não pude deixar de comentar. Meditar é um estado de contemplação do ser e da própria vida; busca pela transcendência. Você realmente parece saber do que esta falando. Parabéns pelo seu texto e pela sua cultura.
jbcampos
set 24. 2012
Caro Fernando, agradeço profundamente as suas ponderações sobre a meditação transcendental calcada nos legados dos mestres: Cristo, Buda e Gandhi. Amplexos efusivos do jb.
jbcampos
set 25. 2012
Mil perdões Eduardo, por tê-lo chamado de Fernando. jb.
Eduardo F F de Abreu
set 26. 2012
He, he… tudo bem. Já troquei o nome de uma amiga aqui no site também. Aproveito esta resposta para convidá-lo a ler alguma coisa minha. Acredito que vá gostar.
Abraços.
Rafael Nolasco
dez 31. 2012
Até a Ciência vem reconhecendo ultimamente a prática da Meditação na melhora da saúde. E o que dizer das sensações e imagens que vêm à mente quando se está meditando? É uma sensação única. Algumas correntes de pensamento são contra esta prática, mas fazer o que né?! “Cada macaco no seu galho”. Obrigado por postar online este bom artigo. Desejo sucesso à você e à todos os demais colaboradores e visitantes do osabetudo.