Somos flagrados a todo momento por nós mesmos e por quem compartilha da nossa intimidade, repentindo as reações e ações de nossos pais. Por vezes de maneira totalmente involuntária e outras por consequência da simples obeservação do que eles fazem dia após dia. Mesmo que sigamos caminhos totalmente distintos daqueles trilhados por nossos genitores, seja em estilo de vida, condição socio-econômica, ideologia, grau de instrução ou até mesmo crença religiosa, em ocasiões em que nos sentimos acuados ou em situações em que somos submetidos a testes ou ainda pelo simples jeito de olhar, ficar parado ou caminhar de um modo peculiar, uma pessoa ou outra nos aponta características que remetem a nossos pais, avós, tios ou irmãos mais velhos. Quando essas particularidades são testemunhadas em um estágio em que a convivência com as pessoas que nos cercam já possibilitaram algum apredizado por obervação, que explique os comportamentos por nós exprimidos, pode-se constatar que tais referências realmente são oriundas da experiência dos nossos antecessores. Até aqui parece nao haver ainda nada de novo em meu relato comportamental não é mesmo?
Porém como explicar logo nos primeiros meses ou anos de vida, (tempo esse não suficiente para a definição de alguns comportamentos, reações ou atitudes baseados na observação), a repetição exata da personalidade, de pequenos trejeitos ou de manisfestações idênticas àquelas de nossos pais ou parentes quando submetidos a um estímulo qualquer? Entendam considerado esse fato até então decorrente de pessoas consanguíneas que de certa forma mantêm convivio diário. Contudo, a análise se torna mais intrigante e sibilinosa quando constatada a separação dos referidos entes ao nascimento, sendo os nuelos educados e criados por pessoas sem nenhum laço sanguíneo. Mesmo nessa nova condição analítica, ainda atenta-se ao fato de que os indícios característicos deflagrados nos indivíduos progenitores maternos ou paternos estão fortemente presentes. Uma explicação coerente para esse impasse seria a existência de uma memória genética não perceptível em uma descrição laboratorial do código genético humano, mas que entretanto é transmitida dos pais para os filhos e manifesta em diversas situações da vida. Muitas vezes gostamos e tiramos proveito de características que nos são repassadas e até nos orgulhamos quando nos dizem que somos parecidos com nossos pais, seja em temperamento ou inclusive fisicamente.
Do mesmo modo em que se observou uma seleção natural evolutiva com relação à características físicas adaptadas de acordo com o ambiente em que se vive, definida e defendida por Charles Darwin, na qual as particularidades favoráveis herdadas hereditariamente se repetem nas gerações seguintes, assim como as desfavoráveis tendem a desaparecer. E com isso a consequente extinção daqueles que as possuem. Pode-se então pensar analogamente, que aquelas posturas inadequadas diante da vida, empiricamente examinadas em pessoas que bisam o que seus pais fazem, mesmo sem ter controle imediato sobre isso ou até mesmo aquelas que aprendem por observação, são naturalmente selecionadas e terminam extintas do mundo do sucesso, semelhantemente outras, com posturas adequadas, sejam herdadas ou aprendidas, são selecionadas para estarem presentes no referido mundo bem sucedido. Além disso pelo menos teoricamente transmitirão essas características para as gerações seguintes. Verifica-se ilustrativamente essa questão nos atuais estudos de coeficiente emocional, em que não basta ser somente altamente qualificado, mas sim também saber se relacionar e ter uma conduta emocional madura. O que nos difere dos animais é que não somos totalmente reféns de uma simples seleção natural hereditária, conseguimos por vezes perceber e corrigir de forma racional o que herdamos e hevendo algo que ainda nao se consegue mensurar nem estudar por métodos científicos seculares e regulares, que é o que se define por afeto e amor, os quais conseguem readaptar inclusive os que nos geraram para atigirem uma situação melhor.

