
Estava pesquisando no orkut e encontrei uma comunidade com o nome “meio autista” logo me identifiquei. Pensava eu em focos autista no meus processos neuróticos: a ansiedade que me levou ao pânico por muitas vezes e essa depressão que vira e mexe me leva pra cama.
Em várias crises depressivas sempre tive necessidade de ficar só. Só com minha dor , com meus conceito e preconceitos, com minha defensividade e longe dos questionamentos alheios.
Meu jeito paradoxo de ser, sofrendo por ausência de gente, e precisando ficar somente comigo.
Existi Logo pensei autista me relaciona bem comigo mesma. Influenciada fui a me deter no que os outros iam dizer.
E mesmo sem eu ser disseram que eu era.
Mas quem pode de ignorância compreender que ser autista é uma forma emocional de ser.
Não é negada a humanidade , a sexualidade até a sociabilidade, mas uma pulsão maior de se bastar, muitas vezes estar com os outros desperta estímulos insuportáveis de se experienciar.
Na minha fase juvenil era mais complicada a situação pois vivi com repressões que até hoje sendo adulta estagnei não por preguiça, nem por comodismo, por não ter recursos emocionais pra se conviver.
Neurótica por parte de pai, passiva por parte de mãe e todos meus irmãos herdaram essa situação, é tão difícil de se conviver.
Cada um para seu lado, mas apesar disso amo minha família de paixão, e sei que é recíproco a afeição de cada um.
Mas um gesto, um afago, um beijo ficamos sem jeito.
Foi nos negado o olhar, aquele de intimidade e comunhão, numa existência subentendida, entendia o que ocorria e depois diz que criança não sabe de nada, só não sabia descrever o que acontecia e hoje sei.
Não condeno meus pais como antes, eles foram o que puderam ser, de tudo eu só queria suas aprovações.
Hoje sou quem sou pelas pessoas que convivi, meu pai, minha mãe e meus irmãos. Meu caminho foi de conhecimento e ignorância, sabedoria talvez eu alcance. Pois informações tenho demais mas é preciso ter amor pois a única coisa que transcende o isolamento.
Um isolamento por tormento, o de somente a si mesmo ver.
A empatia conhecer e ser vê como todos os iguais, inserindo no contexto físico, psico e social.
Não é fácil assim ser, mas pra quem pode se dar uma chance, surgirá com a vida um romance, descobri como é bom experimentar certas sensações, ainda que com dificuldade, e a necessidade de fuga.
Porque por muitas vezes tornas se angustiante no autista emocional
experimentar emoções.


Eduardo F F de Abreu
set 12. 2012
Você não está sozinha
Nígia Soares
set 13. 2012
Sei Eduardo. Obrigado pelo comentário e leitura.