Muitos especialistas decretaram o fim dos jornais impressos com o advento e crescimento da internet no mundo. As alegações são as mais variadas para defender a ideia do declínio das publicações impressas em função do crescimento espantoso da rede mundial de computadores.
Realmente a Internet supre algumas deficiências dos periódicos, mas não o substitui por completo. As facilidades do mundo online, das informações em tempo real transformam a internet numa fonte de noticias instantâneas, onde o leitor pode se sentir no local do fato e até interagir de uma maneira eficiente com os acontecimentos.
O jornal tem características que, por enquanto, a Internet não pode fornecer como, por exemplo: matérias mais completas e profundas, facilidade de ler em qualquer local, embora existam dispositivos eletrônicos que também permitam a leitura de conteúdo web, a função ainda depende de uma série de fatores como conexões, cargas de bateria dos dispositivos, entre outros fatores que podem falhar na hora de utilizar algo eletrônico.
Cada vez mais pessoas defendem a tese de que os jornais irão com o passar do tempo perder espaço para as noticias via web. Isso se dá pelo fato de se considerar que o jornal traz a noticia com atraso, enquanto a Internet informa em tempo real.
A perda de confiança nos jornais e jornalistas, por parte do público, também é considerada uma das conseqüências do enfraquecimento da venda dos jornais.
Além disso, existem aqueles que preferem notícias alternativas diferentes das informações “tradicionais” que circulam com a mesma intensidade em diferentes veículos de informação. Principalmente quando é um assunto tido como de grande importância gerando interesse dos canais da imprensa em competir qual deles trará a melhor cobertura, ou a mais “espetacular” para o seu público.
Para a pessoa que procura por alguma notícia que o jornal não traz, pode procurá-la na Internet e rapidamente se deparar com informações de diversos tipos. Surge então um novo dilema: a filtragem das informações e a verificação da credibilidade das fontes.
Na teoria, os jornais passam mais credibilidade devido ao filtro natural de seus jornalistas, que por terem emprego fixo e publicarem seus nomes nas matérias fazem com que os leitores acreditem mais no que se lê. Na web as fontes são muitas vezes duvidosas e em outras nem aparece o autor do texto. Isso sem falar na grande quantidade de cópias e plágios encontrados no mundo virtual da internet.
O certo é que ainda há espaço para as duas mídias e uma não exclui a outra. O fato é semelhante, guardadas as devidas proporções ao advento da televisão. Na época muitos consideravam o rádio um meio de comunicação que acabaria e na verdade isso não ocorreu. Ele se reinventou e continua até hoje agradando diversos ouvintes e dividiu seu espaço com a televisão sem maiores traumas.
Portanto, cabe aos jornais impressos se reinventarem para manter os seu público e se possível até aumentá-lo com estratégias que façam com que ele se torne interessante independente da disputa de noticias com a internet.

