Fome, palavra triste, a qual ainda persiste. Devastação virtual, portadora da dor e do mal. Avassaladora criatura do plano astral, desventura àquele que a atura sob dor de tortura, sem igual.
Nesta geração de grande evolução tecnológica, os seres humanos ainda continuam a fazer guerra, porém, além da conta, haja vista: Guerra de Ponta. Aprimorou-se a antiga: “Guerra Santa”. Afinal, que negócio boçal é esse de guerra santa… Facções eclesiais pregando o amor e matando sem parar. Que cegueira hipócrita, fazendo-se de idiota na prática do mal. A guerra traz em seu bojo a fome endêmica, subnutrição, porém, que importância tem, fome é fome…
- Por quê?
Apesar de estarmos felizes pelo nosso “Gigante Altaneiro” chegar ao patamar de sexta economia mundial, à frente do Reino Unido, neste estranho orbe desunido.
Ótimo, porém, a tristeza é posta à mesa, quando sentimos nesta pátria grandiosa, de notável beleza, a precariedade, já de antiga idade, a pobreza.
Riquíssimos templos onde se prega o amor incondicional, mas os viadutos e as favelas são os nossos quintais. Condomínios de luxo, rodeados pela fome e do refluxo mortal.
Que tal seria, se isto fosse deveras “Teocracia Moral”. Onde os nossos jurisprudentes, realmente vestissem a toga da justiça real. Deixaríamos a prisão do nosso adorável lar. Não nos seria cerceado o direito de transitar pelos belos jardins coloridos de nossas metrópoles. Quiçá, à galope pela nossa pradaria amazônica, sem esbarrarmos com o tráfico tragicômico. As nossas leis seriam bem articuladas pelos santos políticos justificados. Que maravilha seria, quiçá, edênico paraíso terrestre. A boa vontade da bondade poderia nos agraciar.
A pena de morte está na má sorte do cidadão comum, ao se deparar com qualquer um, que o julgue merecedor de inocente dor.
“A esperança é a última que morre”. Brasil cosmopolita está fadado a matar a fome mundial, mas e os nossos favelados de cesta básica, vão continuar à mercê da subnutrição?
Não se pode educar alguém que esteja com fome. Na verdade, a má distribuição de rendas produz tamanha desigualdade social.
A nossa justiça é cega, literalmente, posto que a impunidade que se pode ver, pela mídia a discorrer, tal qual o exangue o seu próprio sangue a verter. O mínimo que se pode fazer condignamente é dar pão através da educação e do emprego ao sofrido irmão brasileiro. Isto é realmente vergonhoso. Plagiando o grande Águia de Haia: “De tanto ver triunfar a iniquidade, tem-se vergonha de ser honesto.


Eduardo F F de Abreu
set 21. 2012
“a tristeza é posta à mesa”, gostei. Alguém precisa ver essas coisas…
jbcampos
set 21. 2012
Grato, Eduardo FF de Abreu, pelo seu honroso comentário: “Alguém precisa ver essas coisas”. Abraços do jb.