Escutar o Paciente e Seus Familiares é Preciso

A doença é um momento de fragilidade em que o paciente tem uma oportunidade para repensar sua existência, e para muitos também é uma meio de uma aproximação dos familiares e amigos. Esta fase crucial, mais rica em experiência por conta do recolhimento que a doença proporciona ao paciente, precisa ser considerado pelos profissionais de saúde.

Os profissionais que escolheram esta área de atuação precisam estar conscientes que cuidar do outro é uma missão, e o exercício desta profissão precisa de compromisso e abnegação. O profissional que assume esta tarefa contempla um dos mais belos ideais.

Cuidar do outro e poder dispensar toda atenção é participar de um momento único na história do outro.

Os cuidadores de saúde devem estar sempre atentos para dispensar ao paciente os mesmos cuidados que gostariam de receber se estivessem no lugar do doente ou de seus familiares. Muito bem colocado pela Igreja Católica, na campanha da fraternidade deste ano de 2012, o tema Fraternidade e Saúde Pública visando uma maior reflexão sobre este assunto tão delicado em nosso país.

É do conhecimento de todos os belíssimos princípios do SUS (Sistema Único de Saúde) que infelizmente estão somente no papel e não consegue formar um conjunto harmonioso no que se refere cuidado de ação social como: emprego, educação e segurança que influenciam diretamente no adoecimento ou na saúde das pessoas.

Enquanto profissional de saúde, é muito importante rever o acolhimento que proporcionamos aos nossos doentes e familiares para diferenciar do método tão criticado e generalizado pela falta de valores cristãos, como: a caridade, a paciência, a prudência e o respeito. O profissional de Saúde vai muito além de ser simplesmente um profissional que exerce uma função pela remuneração, ele é participante da dor, e da alegria do paciente.

Belíssima a reflexão dos valores humanitários feito pela campanha da fraternidade deste ano de 2012, Acreditamos que os profissionais de saúde, se encontrem com Deus todos os dias, porque quando cuidamos do outro, estamos cuidando do próprio Deus existente em cada coração e mente humana.

Incentivar a participação social nas decisões de políticas públicas de saúde também é urgente. Que os governos tomem consciência da inexistência de recursos e estrutura mínima de trabalho, para que se possa desenvolver uma assistência com qualidade, livres de riscos aos doentes e profissionais.

    

Monica
Funcionária pública atualmente trabalha na área de saúde mental.Casada e feliz, mãe de uma menina com 7anos. Amo leitura ,musica, filmes ,escrevo nas horas vagas. Autora do blog http://acartadopai.blogspot.com

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