Desigualdade Social

DESIGUALDADE SOCIAL, UMA PROPOSTA DE INCLUSÃO

Ao longo dos anos a sociedade em geral vem sofrendo com as desigualdades sociais, e com isso todos pagam, não importando seu nível social. O sofrimento maior está entre os menos favorecidos, porém, os que possuem considerável condição financeira também sofrem com roubos, sequestros e outras violências mais, oriundas de uma sociedade injusta, cheia de exclusões e uma berrante desigualdade salarial e cultural dentro de uma mesma cultura e língua.

Sabe-se que o Brasil, por ser um país rico em matéria prima, água potável, minérios e pedras preciosas, grande produtor de alimentos, e outras inúmeras riquezas inclusive por suas fauna e flora, torna-se alvo de países mais desenvolvido para ser explorado. Isso se reflete em todas as áreas empregatícias de nosso país, tornando a população em algumas regiões do país explorada de tal forma a produzir não cidadãos, mas marginais que tentam sobreviver da miséria de salários vergonhosos e humilhantes.

Esta grande maioria, que forma a classe trabalhadora, ou desempregada, e mal assistida de nosso país, tem pouca ou nenhuma instrução escolar. Devido a este baixo nível de escolaridade, não possui muita perspectiva de vida além de ser explorada e humilhada em alguns casos, como se vê nas reportagens, até mesmo por alguns de seus políticos que parecem se preocupar mais com seu próprio bolso que com o bem estar daqueles que os elegeram.

Aqueles que nunca são respeitados, não aprendem o que é respeito e jamais respeitarão a vida de outros. Os que não possuem perspectivas de vida, não se preocupam com a vida de outros, pois a sua pouco importa para a sociedade. Por que se terá consideração por esta sociedade que o exclui e o torna mais um marginal neste país onde os políticos corruptos, e empresários egoístas, parecem ser os donos da situação?

Então diante deste cenário, de exclusão, surge a necessidade de cuidar, não com pão e circo, mas com conhecimento, dando-lhes uma mente culta, mostrando que o mundo não é apenas miséria, que através do conhecimento pode-se chegar a muito mais longe em nossos objetivos. Fazendo um trabalho não somente propiciando escolas regulares, onde se paga com bolsa escola, bolsa família e outras mais, e fazendo pouca exigência além da presença em sala da aula, sem na verdade haver uma presença no saber.

É necessário fazer-se um trabalho com os pais, não somente através de reuniões, onde se fala algumas palavras para pais que nem sempre são os que precisavam ouvir tais palavras por vezes duras e severas. Mas atuar de forma responsável, não incumbido à escola esse trabalho, mas a outras instituições, juntamente com o Governo Federal, Estadual e mesmo Municipal, criando ambientes de trabalho comunitário de inclusão com responsabilidade, ou seja, estar presente de maneira atuante, não somente por um curto período de tempo, mas integral e perpetuamente.

Uma proposta inicial seria criar, ou desenvolver, um Centro de Idiomas, onde se ensine a princípio o Inglês, o Espanhol e o Francês, e futuramente outros idiomas. Sendo cursos de um ano a um ano e meio cada, com uma carga horária de uma hora e meia por aula, três vezes na semana, num local apropriado, desenvolvido especificamente para este fim, disponibilizando uma Biblioteca com espaço suficiente, com livros de diferentes idiomas e computadores interligados em rede e à Internet, para propiciar momentos agradáveis de estudos e pesquisas.

 

Juceli Fattori

Campo Grande, MS, 2006

 

    


Nascida em 03 de fevereiro de 1972. Nível Superior em Tecnologia da Informação. Em poesia e textos diversos expõe sua visão do mundo em que vive.

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