Para muitos a culpa dos maus resultados escolares são da própria criança ou de sua família. Alguns professores acreditam que o fracasso escolar é resultante dos problemas pessoais que a criança esteja enfrentando. Porém, existe a causa desses distúrbios: a pobreza. Segundo os educadores, as condições em que uma criança pobre vive, influenciam nos resultados escolares. Sendo assim, os professores ficam livres de qualquer responsabilidade.
A criança que combina o trabalho com os estudos também seriam culpadas por esses problemas. Muitas crianças trabalham para garantir o seu sustento, mas é difícil trabalhar e estudar ao mesmo tempo, o que acaba prejudicando o rendimento escolar do aluno. Por isso, os alunos nessa situação, acabam sendo reprovados, até que os próprios acabam abandonando a escola. Nesse caso, novamente, a culpa seria das condições de vida do aluno. Por outro lado, pais e mães, por muitas vezes, acham que a professora é responsável pelo desempenho do aluno. Acreditam que, com uma professora dedicada, interessada e pontual, as crianças seriam capazes de obter bons resultados no aprendizado, pois a falta de compromisso dos professores gera o desinteresse aos alunos pela escola.
Os regulamentos escolares também podem ser considerados causadores dos problemas enfrentados pelos pais e alunos. Devido a quantidade de vagas não ser compatível com a demanda de alunos fora da escola, crianças são matriculadas em escolas distantes de suas residências, pelo qual, fazem grandes trajetos diariamente, provocando inúmeras vezes o atraso. Por conta disso, o horário da escola também é criticado. A escola também é culpada por exigir despesas, como o pagamento de taxas, o material escolar, o uniforme… o que para muitas famílias pobres representa uma dificuldade.
O autor, portanto, ressalta que uma pequena parte das explicações são verdadeiras, pois realmente as crianças pobre sentem mais dificuldades no aprendizado, mas não seria justo pôr a culpa somente na pobreza e absolver a escola das responsabilidades. As escolas não foram pensadas para os pobres, mas sim, para crianças ideais. A maioria das crianças pobres são excluídas da escola. Seria possível professores e autoridades adaptarem a escola às necessidades dos pobres, mas na realidade, as pobres que precisam se adaptar à escola. O que resulta a uma sociedade injusta e desigual.
Concluindo, o livro mostra que os maus resultados das crianças pobres são consequências de uma série de coisas que podem ser mudadas. É preciso, antes de tudo, ver e compreender como a escola está organizada por dentro. Só assim será possível agir para mudar esta realidade.

