Cuiabá e a Copa de 2014

Vinda da Copa 2014, impacta mercado imobiliário cuiabano e começa a desviar focos de investimentos para áreas do Estádio “Verdão”.

A preparação da Capital mato-grossense para atender às exigências da Copa 2014, tardiamente, mas começou do papel, o mercado imobiliário responde com ascensão às perspectivas de investimentos futuros em infraestrutura na região Estádio Governador José Fragelli, conhecido como Verdão.

De um lado, começa a acirrada disputa entre construtoras por grandes terrenos no novo eixo “queridinho” da população. De outro, clientes competem entre si para garantir a compra do imóvel na atual área nobre da cidade-sede dos jogos mundiais.

A perspectiva de valorização imobiliária nos bairros vizinhos ao Verdão é de pelo menos 200% para os próximos anos, segundo estimativa do Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Mato Grosso (Sinduscon-MT). “Há segurança no mercado de que haverá investimentos públicos em toda Cuiabá e, consequentemente, na região do Verdão.

As obras oriundas da Copa deverão resolver problemas de infraestrutura para os próximos 10 anos, valorizando imóveis em toda Capital”, explica o vice-presidente do Sinduscon-MT, Júlio Flávio Campos de Miranda.

Mas, independente de projeções futuras, o setor já verifica um crescimento médio atual de 30% no valor dos imóveis próximos ao estádio. O aquecimento é percebido também nos cartórios e no setor municipal de pagamento do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que acumulam pedidos de registros de comércio de residências.

Cuiabá deverá receber R$ 6 bilhões até 2014 para melhoria de infraestrutura urbana. Esta é a estimativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Turismo (Sedtur), que projeta ainda investimentos para R$ 10 bilhões até 2020 provenientes de recursos federais, estaduais e da iniciativa privada. Outro incentivo às empresas para estimular a incorporação habitacional e fomento do turismo, é a aprovação do projeto de lei que isenta de tributos fiscais as obras e produtos destinados à preparação de Mato Grosso para a Copa.

De forma geral, estão previstas obras de alargamento e modificações em ruas e avenidas que ligam diferentes regiões da cidade ao Verdão, além de melhoria de acesso aos centros de treinamento que serão localizadosem Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Barão de Melgaço. Aliado a isso, serão destinados recursos para adequação do transporte público, das unidades de saúde e da segurança pública.

O impacto esperado para a rede hoteleira é de aumento de dois mil leitos até 2014, estimulado também pela promessa da Sedtur de investir R$ 500 milhões em infraestrutura para o turismo cuiabano e aos municípios situados num raio de 200 km da Capital.

O maior projeto da Copa é a transformação do Estádio José Fragelli em uma obra autossustentável, que receberá investimentos de R$ 430 milhões. A proposta é garantir uso futuro das instalações pela população cuiabana. O local poderá ser aproveitado depois como centro de convenção para eventos públicos e privados e centro comercial (shopping center).

A arquitetura do estádio permitirá ainda a redução do número de pessoas na arquibancada, de 42,5 mil lugares (capacidade total) para 28 mil lugares. O novo Verdão ganhará um centro de convivência, com espaços para lazer e prática de atividade física.

Outra obra aguardada é a ampliação do Aeroporto Internacional Marechal Cândido Rondon, cuja proposta é de construção de uma nova ala para aumentar a capacidade anual de passageiros.

Hoje o número é de 1,3 milhão de pessoas e deverá atingir 3 milhões.

Na Saúde, o destaque é para o novo Hospital Universitário Júlio Muller, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que contará com área de127 hectares,em Santo Antôniodo Leverger (34 kmde Cuiabá). Para a obra, estão garantidos R$ 180 mil pela UFMT e R$ 85 milhões pela bancada federal do Estado.

Em relação ao trânsito urbano, há o projeto polêmico para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos, ou, simplesmente, metrô de superfície.

A proposta ainda está sendo discutida e passa por análise de viabilidade econômica.

    

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