Qualquer pessoa que viva em comunidade, de uma pequena vila até uma grande metrópole está sujeita a enfrentar uma situação de emergência, o que fatalmente acontecerá, uma ou mais vezes na vida.
Essa emergência pode envolver a própria pessoa ou alguém próximo.
Se um idoso de sua família sofrer um enfarte ou um AVC, quais são os procedimentos que você adotará, para estabilizar o paciente até que receba um atendimento profissional? Se você estiver caminhando pela rua e uma pessoa for atropelada, sobreviver com algumas fraturas, que atitude tomará? E se houver um incêndio numa localidade onde não exista Corpo de Bombeiros? Isso apenas para citar alguns casos.
Estou propondo a criação na minha comunidade, uma cidade com pouco mais de 30 mil habitantes, a Brigada de Emergência, uma instituição formada por voluntários treinados para situações que envolvam problemas súbitos de saúde e acidentes.
Se qualquer das situações citadas ocorrer com qualquer um de nós, poucos estarão preparados para enfrentar. o que pode resultar na perda de uma vida e, com menor importância, de bens materiais.
O ideal seria o envolvimento direto da Prefeitura Municipal, que cederia um local e convocaria o Corpo de Bombeiros e médicos especializados, com a finalidade de preparar os voluntários para o enfrentamento das emergências.
Todas as comunidades, que podem ser bairros, vilas ou cidades, deveriam adorar esse tipo de medida. O poder público não deve assumir toda a responsabilidade sobre as situações de emergência. Em muitos casos é necessário acionar uma ambulância, que deverá demorar algum tempo, pouco ou muito, para o atendimento da chamada. Nesse espaço é que a comunidade pode contribuir. Em cada quarteirão deve existir de três a quatro pessoas preparadas para essas emergências. É fundamental que todos nos preparemos para isso.
No Brasil a prevenção não costuma ser uma pratica muito costumeira, quadro que precisa ser alterado radicalmente, para que todos possamos ser mais úteis para as nossas comunidades.
A vida a ser salva poderá ser a de um de seus entes queridos, sendo impossível ser medida a importância de uma prática dessas.Até mesmo uma criança engasgando ou em uma infinidade de outras situações pelas quais todos nós estamos sujeitos a enfrentar.
Deixar para o poder público todas as responsabilidades também não é muito justa. Em comunidades todos temos a obrigação de fazer alguma coisa pelo bem comum.

