Você já levou aparelhos elétricos/eletrônicos à uma Assistência Técnica?
Eu já,… e muitos. Mas nunca fiquei satisfeito. O último que levei foi um caso muito interessante.
Eu tenho um aparelho leitor e gravador de DVD Philips. Um dia ele simplesmente parou de funcionar. Apagou. Tentei apertar todas as teclas, isoladamente ou em conjunto e …nada, nada acontecia. Não ligava. Imaginei que tinha queimado o fusível, aquela pecinha de proteção que queima primeiro para não queimar o aparelho todo. Levei à uma assistência técnica que conserta várias marcas. “De cara” me informaram que peça da Philips ia ser difícil de se conseguir. Fizeram o teste e o aparelho não funcionou. “Deixe-o aqui e aguarde o nosso telefonema dando o orçamento”, foi o que disseram. Normalmente, não sei porque, o orçamento demora uma ou duas semanas. Esperei quase um mês e não obtive nenhuma resposta. Um dia, passando por perto, resolvi perguntar sobre o aparelho. A recepcionista disse que era melhor eu levá-lo embora, pois não haviam conseguido peças. Guardei o aparelho no “porta-malas” do meu carro e uma semana depois, lembrei de levá-lo à uma assistência técnica exclusiva da Philips. Não tinha muita confiança nessa empresa, pois ela já havia-me “aprontado muito” com outros aparelhos.
Chegando lá, perguntaram qual o problema. Disse que nada funcionava. Fizeram o teste. O aparelho simplesmente ligou… Expliquei tudo que já havia acontecido. Então veio um técnico e testou tudo. Ligar, gravar, reproduzir …. e tudo funcionou normalmente. “Beleza, dissemos”. E até hoje o aparelho está funcionando.
Nessa mesma empresa, eu já tinha levado um gravador de fita VHS que comia a fita. Voltei lá 3 ou 4 vezes e o defeito continuava, apesar de eles garantirem que tinham “consertado”. Acabei jogando o aparelho no lixo. Outro problema que acontece com essas empresas é que o custo do conserto chega a ser igual ou maior que o preço do aparelho novo.
Para evitar esses problemas uma ocasião comprei um ferro elétrico e o vendedor me ofereceu a “garantia estendida”. Garantiu que se houvesse um defeito, o aparelho seria trocado por um novo, durante o prazo da garantia, que seria de dois anos.
Um dia o aparelho queimou. Fui procurar os documentos de compra e ainda não havia passado dois anos. “Beleza”. Fui a loja com a documentação e o ferro queimado. O atendente me informou que eu tinha que levar o ferro em uma assistência técnica própria, para averiguação. Só havia duas em São Paulo e ficavam bem longe de casa. “Me conformei” e levei-o na que era mais perto.
Deram um prazo de 10 dias para eu receber a resposta. Passado 10 dias fui informado que o aparelho seria trocado. Eu teria que avisar a Companhia de Seguros que garantia o contrato, escolher as opções oferecidas dos modelos dos aparelhos disponíveis e aguardar as providências, tudo muito mal explicado. Só sei que após dois meses recebi a informação que teria que voltar na assistência técnica para retirar o aparelho, em data ainda a ser estabelecida. Depois de muita briga consegui que o aparelho fosse entregue em minha casa, três meses após o início do processo. Por sorte a gente sempre pode ter um ferro elétrico de reserva. E se fosse uma geladeira?
“Portanto, se você for comprar uma geladeira, frizer, fogão ou microondas com “garantia estendida”, tome a precaução de comprar sempre “dois de cada um”, porque… você não vai poder esperar por três meses enquanto eles autorizam a troca desses aparelhos.” “É mole?”

