A Ordem é Lucrar, Não Importa Como

Por ser um sistema sócio-ecomômico voltado para o lucro, com a produção de mercadorias, o capitalismo cria nos indivíduos uma mentalidade competitiva, voltada para a disputa. E, para a maioria das pessoas, assim como para as empresas capitalistas, o importante não é o que é bom para todos ou o que é justo, e sim o que lhes dará lucros mais rapidamente, mesmo que a longo prazo isso traga consequências negativas para a Humanidade. Assim, para uma empresa capitalista é melhor devastar uma floresta para a obtenção de madeira que preservá-la para evitar a poluição atmosférica e a destruição da flora e da fauna locais. E o reflorestamento só será realizado se trouxer bons lucros a curto ou a médio prazos, a não ser que ocorram pressões por parte do governo ou da população.

No Brasil, além do mais, prevalece um capitalismo “selvagem”, isto é, subdesenvolvido, dependente, que está numa posição periférica no sistema capitalista mundial. E nossa industrialização foi tardia, tendo se intensificado apenas no século XX e com base em capitais estrangeiros que vieram em busca de lucros exageradamente grandes. Além do número excessivo de desemprego e subemprego, com um volumoso exército de reserva de trabalhadores, sempre foram raros, no país, os sindicatos fortes e atuantes, assim como as sociedades protetoras da Natureza ou de combate à poluição. Tudo isso contribui, especialmente o meio ambiente com a maior facilidade, devastando as florestas, poluindo os rios e a atmosfera, extinguindo certas espécies animais e vegetais e, por fim, deteriorando a qualidade de vida da grande maioria dos habitantes do país.

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