A Arte Morta de Cada Dia

Sinto uma simpatia por toda a gente que se dedica a um certo tipo de arte… Tenho a impressão de que sei quem elas são, mesmo que não as conheça. Acho que elas sabem ou sentem qualquer coisa de real em relação à vida… Mas isso tudo pode ser delírio meu; consequência de minha simpatia por eles todos.

Qualquer um que passe atento pelas ruas de hoje em dia – e tiver olhos para ver e peito para sentir – notará a falta de algo nas calçadas e nas pistas. Quem decidir concentrar sua energia em pesquisar o que é ser humano e o que é ser gente constatará, eu sei, que alguma coisa está fora da ordem… Não que o mundo seja inteiro uma poesia, mas há de se convir que de boa escrita é que se fazem os bons livros…

Um dia a dia reticente, um “bom dia” “boa noite” de rostos que nem se encontram… Tudo isso é o que há para se notar àqueles que param para ver o redor que rodeia e permeia nosso cotidiano chato e monótono.

Ainda assim, para os que acreditam, é possível encontrar resquícios de um ponto de vista que vale a pena se ter; pode-se deparar, nas mesmas ruas das mesmas esquinas vazias, com uma lacuna preenchida de forma sutil em forma dum canto de um artista de rua… Perceber que mesmo na competição social cotidiana existem pessoas que param para cantar, tocar e acreditar em versos completamente fora do contexto da realidade a sua voltar é o que posso chamar de beleza hoje. Tirando este tipo de sutileza de manifestação e contemplação, tirando todo o resto, o mundo é fumaça e dinheiro; é suor e caixão.

Agradeço a sorte que tenho por ter tido tempo de escrever isto. E, por mais que devesse, não termino este texto com a sensação de dever cumprido, pois, por incrível que pareça, não há quem não saiba de tudo isto. Escrevo para pôr as verdades à prova e, esta, eu vi, é verdadeira.

    

Eduardo F F de Abreu
Carioca, graduando em Arquivologia. Autor do livro publicado em 2009: Por trás das Sombras das Estrelas (pseudônimo effa) pela editora Seven System. "Sou dos tristes o mais feliz, dos mais felizes os mais estravagante. Sou um homem com algumas cicatrizes, mas ainda sigo em frente, elegante" effa -Não são artigos, são salutares da mente-

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4 Responses to “A Arte Morta de Cada Dia”

  1. jbcampos

    jbcampos

    set 26. 2012

    Eduardo, obrigado pelo convite e pelo belo texto, pois, viver é arte pura, Parabéns com abraços do jb.

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  2. Nome (necessário)

    out 06. 2012

    Oi me interessei em ler seu livro e até fiz pedido pela seven virtual book fiz depósito e tudo, mas depois de uma semana me devolveram o dinheiro por não terem o livro disponível. Teria como eu conseguir um exemplar através de você.
    E em relação ao post gosto do que é belo e uma forma de encontrar beleza é na arte.

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